E então chegou o final do ano escolástico. Como em todos os anos, fazem a festa de final de ano. Aqui não foi diferente.
Não teve danças, nem homenagem às mães, nem nada do tipo. O que teve é que - nós pais e mães - pudemos conhecer um pouco do espaço de vocês.
Fizemos juntos colagem de papeis em um golfinho e uma garrafa de areia colorido. A coisa mais linda.
Percebi que você entende claramente a diferença entre o português e o italiano, porque em casa você fala muito mais o portugues, mas na escola a lingua era o italiano. Tanto com os professores quanto com os colegas. E você fez isto sem nenhum esforço, e pelo que pude perceber, sem nem ao menos pensar. Foi automático. Como se fosse a coisa mais natural do mundo. E aliás, para voce dever ser mesmo.
Percebi que você entende claramente a diferença entre o português e o italiano, porque em casa você fala muito mais o portugues, mas na escola a lingua era o italiano. Tanto com os professores quanto com os colegas. E você fez isto sem nenhum esforço, e pelo que pude perceber, sem nem ao menos pensar. Foi automático. Como se fosse a coisa mais natural do mundo. E aliás, para voce dever ser mesmo.
A coisa mais espetacular foi ver vocês brincando e correndo, fazendo coisas que geralmente não fariam perto dos pais. E sabe por que? Porque nós somos protetores demais. E tive a plena certeza disto ao ver vocês, crianças de 2 a 3 anos, correndo, brincando, lutando por seu espaço no escorregador e os pais protetores ao lado tentando evitar o caos. Caos este que vocês administram muito bem durante todos os dias do ano. Caos que vocês estão habituados a viver.
O meu primeiro "coração fora da boca" foi quando voce pegou o caminhão e desceu correndo pela "ladeira". Meu primeiro impulso foi pegar você no colo e dizer que - isto nao pode porque pode fazer dodói. Mas me contive. Lembrei-me de que ali era teu espaço, ali você dominava - não eu. E você sabia melhor do que eu mesma o que pode e o que não pode.
E então me fiz de espectadora. E deixei você ser o que é todos os dias quando não estou por perto para te "proteger" - ou te limitar - dos perigos da vida.
Foi só ali que percebi o quanto nós pais erramos ao proteger nossos filhos que são muito mais autosuficientes e independente do que podemos imaginar. Somos nós que criamos o medo em cada um deles. Somos nós, apenas nós, que limitamos seus movimentos.
Com tudo isto espero aprender a deixar você cair mais vezes, se machucar mais vezes, aprender mais vezes por si só. Pois só assim você irá crescer para o mundo e não para mim.
Beijos, Renzo
Amo você
E então me fiz de espectadora. E deixei você ser o que é todos os dias quando não estou por perto para te "proteger" - ou te limitar - dos perigos da vida.
Foi só ali que percebi o quanto nós pais erramos ao proteger nossos filhos que são muito mais autosuficientes e independente do que podemos imaginar. Somos nós que criamos o medo em cada um deles. Somos nós, apenas nós, que limitamos seus movimentos.
Com tudo isto espero aprender a deixar você cair mais vezes, se machucar mais vezes, aprender mais vezes por si só. Pois só assim você irá crescer para o mundo e não para mim.
Beijos, Renzo
Amo você


0 comentários:
Postar um comentário
Mamae, papai e Renzo ficam muito contentes com seu comentario.