terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Que nao seja tarde para mudar os filhos de hoje para a construçao dos de amanha



Sei que algumas pessoas nao sao de acordo, mas ja faz dias que quero expor meu pensamento quanto a este assunto tao polemico. 

Acho que uma palmadinha - de vez em quando - é mais do que necessaria. E, infelizmente, algumas vezes é necessario algo um pouco mais severo tambem. E isso nao vai te transformar em um bandido, em um frustrado, ou um agressor. Muito pelo contrario, a falta de limites vai. 

Me lembro do Guilherme, aos 3 anos de idade, fazer birra em plena estaçao Tatuapé  do metro simplesmente porque queria algo que nao estava ao seu alcance naquele momento. Eu pedi educadamente para ele parar com aquilo. Ai ele começou a gritar. Novamente - e educadamente - eu pedi para ele parar. Foi quando ele começou a sapatear. Dessa vez, um pouco mais energica, pedi para ele parar. Ele nao so nao parou como se jogou no chao e começou a se espernear. Nessa hora nao tive duvidas. Ele que nunca tinha levado nem uma palmada sequer, naquele exato momento levou a primeira - das unicas 3 - surras da vida dele. 

Algumas pessoas me olharam com a maior cara de desaprovaçao. E foram as mesmas que ja estavam olhando em desaprovaçao enquanto o pequeno fazia a sua grande malcriaçao. Eu nao me preocupei com elas. Me preocupei com ele. 

O resultado disso é que ele NUNCA MAIS em toda a vida dele fez uma coisa parecida. Nunca mais se jogou no chao, nunca mais fez escandalo. Sempre pude entrar em todo e qualquer estabelecimento comercial com ele sem ele fazer aue. Até loja de brinquedo a gente ia juntos e ele NUNCA espernou, gritou ou berrou. Sempre perguntava se podia pegar algo na mao para olhar e quando eu dizia que nao tinha dinheiro para comprar aquele ele respondia: - quando voce tiver voce compra? e devolvia o brinquedo para a prateleira. 

A outra surra dele ele ja era grande - entrando na adolescencia e achando que tinha virado homem, me respondeu, pela primeira vez usando um palavreado nadissimo adequado de um filho a uma mae. Fui rapida e eficiente. Nunca mais ouvi dele nada parecido. Depois fiquei sabendo que um dos amigos dele gritava e xingava a mae daquela maneira. Acho que ele quis me testar para ver se podia fazer o mesmo. Se deu mal! Ou nao, afinal, respeitando os de dentro de casa com certeza respeitarà os de fora tambem. 

E a terceira, foi em conjunto com a Luana. Ambos estavam se batendo no quarto, se chutando, se socando, se mordendo.. Eu entrei com a cinta e dei  cintadas em cada um. Quando terminei disse: - eu nao bato em voces porque nao gosto disso. Mas ja que voces podem bater um no outro, me da o direito tambem de fazer o mesmo quando eu quiser. E, de agora em diante, todas as vezes que voces tiverem uma briga desse tipo - ou até mesmo aquelas brincadeiras de mao que sempre acabam em encrenca - eu vou intervir do mesmo jeito. 

A Luana, alem dessa, teve uma aos anos tambem. Cheguei em casa e as paredes todas desenhadas de giz de cera. Uma verdadeira obra de arte. Devo confessar que estava linda, mas parede é parede. E, sem duvidas que tinha sido elas ja que o Gui ja tinha 8 anos e um traçado bem diferente. Chamei ela no quarto e perguntei: - Lu, quem pintou a parede? Ela foi rapida em dizer: - Foi o Gui. Nessa hora, dei um tapa na sua bunda e perguntei de novo. E ela de novo respondeu que foi o Gui. Outro tapa. E foi assim durante muito tempo. Até que uma hora, ja chorando, ela respondeu: fui eu. 

Ai eu simplesmente peguei ela no colo, e disse: - agora voce nao apanha mais. Voce nunca vai apanhar se fizer coisas erradas. Vamos conversar e eu vou tentar te explicar a melhor forma de fazer o certo. Mas todas as vezes que voce colocar a culpa em alguem, ai sim, eu nao vou perdoar. 

No dia seguinte cheguei com um quadro branco enorme que colocamos na parede do quarto deles cheio de canetoes coloridos e eu disse que ali era o cantinho dela que ela poderia fazer os desenhos que quisesse. E todos os dias quando eu chegava do trabalho iamos juntas olhar os rabiscos. 

Nao me arrependo de nenhuma dessas vezes, nem das outras que eles precisaram levar um tapa na bunda. Eles nao sao crianças frustradas nem agressivas por causa disso. Nao sao do tipo que acham que a violencia resolve tudo. Nao sao candidatos a se transformarem em serial killers. Sao crianças - e adolescentes - normais, com sua dose de irreverencia, com uma pitada de malcriaçao aceitavel, com vontade propria, com gostos proprios e com liberdade para dizerem o que pensam - mesmo que muitas vezes eu nao concorde com eles. Sao crianças normais que sabem o significado da palavra RESPEITO, por eles proprios e pelos outros. 

Muitas vezes eu ia a shoppings, lojas e passeios com as crianças e viamos outras crianças fazendo birras e malcriaçoes. Uma vez até presenciamos o menino de uns 3 anos batendo  na cara da mae. O Guilherme sempre olhava aquilo com ar de reprovaçao, até mesmo nas lojas de brinquedo e dizia: - que feio criança mal educada, né mae? 

Quero deixar claro que sou contra espancamento, surras desmedidas e até mesmo contra aquelas maes que por qualquer coisa vao la e dao um tapa nos filhos, mesmo que seja leve, sou contra a pessoa que bate no filho a todo e qualquer momento, mesmo que nao seja surra, mas um tapa na cabeça, no braço, besliscoes o tempo todo... Isso sim, é abuso. 

Acho que a palmada é a ultima opçao e deve ser vista como algo realmente reprovavel.  Aquilo que a criança sempre tera um certo receio. Aqui em casa pelo menos foi assim pois sou totalmente a favor de uma boa conversa, que muitas vezes da otimos resultados. Mas as vezes nao é assim. E dependendo da situaçao, sinto muito, mas so a conversa nao resolve. 

O mundo està do jeito que està por falta de correçao, de educaçao, de orientaçao e por falta tambem de umas boas palmadas. Meu pai contava que nunca falou alto com a minha avò. Quando meu avo olhava para ele, ele ja sabia que tinha errado e ficava de cabeça baixa. Nunca desrespeitou nenhum ser humano - principalmente mais velho. E meu pai nao era uma pessoa frustrada. 


Até mesmo minha mae que apanhou horrores da minha avò, hoje é uma pessoa respeitavel, honrada, honesta. 

Tem criança batendo em professor em sala de aula e - pasmem - com o apoio dos pais!!!!! 
Agora é hora dos pais perderem o respeito tambem. 

Que nao seja tarde para mudar os filhos de hoje para a construçao dos de amanha. 


Hoje vemos isso. Logo logo veremos filhos batendo em pais

Todo mundo pensa em deixar um planeta melhor para nossos filhos… Quando é que pensarão em deixar filhos melhores para o nosso planeta?



quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Trabalho Infantil



Certamente os "defensores do direito das crianças" ficariam estupefados com a quantidade de tarefas que meus filhos desempenham por aqui. 

Tanto o Gui quanto a Lua ajudam sempre que podem - porque com a quantidade de liçao que eles trazem para casa fica dificil, para nao dizer impossivel, pedir mais. Mas eles varrem, passam mocho, lavam e guardam a louça. Sem contar que me ajudam - e muito - a cuidar de voce. 

Mas o que talvez geraria espanto nas pessoas é o fato de que voce tambem ajuda. Sim, meu amor, com apenas 1 ano e QUASE 3 meses, voce ajuda bastante a mamae. Sempre que te troco é voce quem joga a fralda suja - devidamente emboladinha - no lixo do banheiro onde sò ficam as suas fraldas. De manha, depois de trocar de roupa é voce quem guarda "daquele jeito" seu pijama na gaveta. Tambem me ajuda SEMPRE a guardar os brinquedos no final do dia. E leva a sua mamadeira até a cozinha e deixa em cima da mesa. Essas sao suas tarefas basicas do dia. 

E quando eu peço para voce jogar qualquer outra coisa no lixo - que nao sejam as fraldas - voce vai certinho para o lixo da cozinha. 

E quando vou estender roupa é voce quem me dà os pregadores. 

Sim, voce ajuda. Tem suas tarefas definidas e eu nao tenho nenhuma vergonha disso, alias, tenho sim muito orgulho. Sò nao posso pedir NADA das 10:45 as 11:45 porque é a hora do seu programa preferido: La Foresta dei sogni. E, nessa hora, voce nao sai da frente da TV. 

Beijos, Renzo
Com muito orgulho, eu amo voce. 

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Sou coruja mesmo... e dai?

Ah meu pequeno Renzo, voce està tao esperto, tao inteligente. 
E eu fico tao boba, olhando tudo o que voce faz que as vezes esqueço de vir aqui contar para voce as novidades. 


Como voce dança!!!!! Outro dia estava comentando com a Gleide que voce é um pouco como eu - movido a musica. Canta para dormir, se diverte ouvindo musicas. 

Passamos uma boa parte da manha brincando juntos. Como é a hora que estamos sozinhos, acabo te dando mais atençao. Ligo a TV, espalhamos seus brinquedos na sala e sentada com voce, ali no chao, fazemos a maior algazarra. 



A gente brinca de cavalinho, de montar bloquinhos - e cada peça que voce monta voce bate palmas- de joguinhos de encaixes - e tambem bate palmas quando acerta. A gente brinca de dançar, de pega-pega, de esconde-esconde, de cavalinho. Voce me ajuda a arrumar a cama, a tirar o po e a jogar as coisas no lixo. 







Escovamos os dentes juntos. E voce ja quer escovar sozinho. E na hora do banho, fazemos a festa com seus brinquedos. A gente se diverte como pode. 

Està aprendendo a comer sozinho. E isso da um trabalho. Primeiro porque voce nao consegue e nao quer ajuda. E com isso, eu acho que nao tem se alimentado direito. E isso me preocupa. Mas està apurando seu paladar. E ultimamente nao pode ver uma laranja. 



Nao gosta de roupas. Mas se eu digo: - Vamos passear? Fica quietinho para colocar touca, casaco e cachecol. E fica liiindo de viver!!!! E se està na rua, fica com as roupinhas. Mas assim que chega em casa quer tirar tudo. 




Voce é bem genioso e as vezes birrendo. Faz birra de se jogar no chao. Ou grita - ao inves de chorar. Nessas horas fica de castigo sentadinho na cadeirinha no canto da sala. E sò sai quando para de emburrar. Doi meu coraçao te deixar ali, sentadinho, mas eu sei que preciso ser dura com voce para que voce conheça os seus limites. A verdade é que eu queria mesmo deixar voce fazer tudo o que quisesse. Mas muito mais do que isso, quero que voce entenda e aprenda alguns conceitos. 

Me lembro uma vez de dizer que eu queria dar para os meus filhos tudo aquilo que meus pais nao puderam me dar. Mas eu queria dar principalmente tudo aquilo que eles me deram. Meus pais me ensinaram humildade, respeito, consideraçao, educaçao, carater. E hoje eu levo isso onde vou. E quero ensinar isso a vode tambem, assim como ensinei aos seus irmaos. Se eles aprenderam? Sò o tempo dirà, mas o ensinamento foi dado. 

Mas nao é todo dia que voce faz birra. Tem dias que brincamos e rimos o dia todo. E isso, enche a minha vida de felicidade. 

Beijos, Renzo
Amo voce. 

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Rotina de dona de casa

Texto escrito para o blog Donas de Casa Anonimas a pedido da Daniele Correia que administra os blogs Dona de Casa Anonimas e Donnabrasileira.com 


Sou mulher, esposa, mãe de três filhos – um garotão de 15 anos, uma linda garota de 11 e um bebê cheio de energia de 1 ano e dois meses - dona de casa e minha jornada é de 24 horas.

Dia desses soltei um desabafo em voz alta: - Aff! Nunca mais tive um dia de folga!
A resposta veio rápida, direta e imediata: - Ué, mas você fica em casa, não trabalha, tem folga todos os dias!

É. Tem razão!

Minha jornada é comum e praticamente a mesma todos os dias. Levanto as 6h30 para preparar o café do marido e dos filhos maiores. Como não sou de ferro, deito de novo e me levanto as 8h, tomo café, e quando dá tempo arrumo o quarto das crianças antes do caçula acordar.

Quando ele acorda, entre 8h30 e 9h, é hora de fazer o chamego matinal – delicia essa parte, devo admitir – tirar pijama, trocar a fralda, escovar os dentes do pequeno, mingau. Logo depois do mingau já é hora de trocar de novo depois do seu famoso coco matinal que – pasmem – ele não faz se a fralda não estiver limpa.

Ai é hora de cuidar a casa que consiste em lavar a louça suja do café, arrumar as camas, varrer, aspirar o tapete, tirar o pó dos moveis, e passar pano úmido todos os dias. Enquanto faço isso, dou bolacha, danoninho, fruta e atenção para o pequeno. Em dias alternados limpo os lustres, as janelas, as varandas e o banheiro – e o meu é bem difícil já que onde moro tem muitos produtos na água e um deles, o calcário, deixa o meu Box, bacia e pia amarelos. Vou juntando as roupas, sapatos e objetos que os três grandalhões deixaram espalhados pela casa. Aproveito também para colocar roupa na maquina de lavar.

11h hora da naninha do bebê. E até hoje não entendi porque essa hora é tão difícil. Está com sono, fecha os olhos e dorme!!!! Mas aqui em casa – e na casa de um monte de mamães – essa é a hora mais complicada do dia. A média por aqui é de 30 a 50 minutos de labuta. Quando ele finalmente pega no sono é hora de fazer o almoço para os mais velhos que vão chegar da escola. Ah... estender as roupas. Não posso esquecer!

12h30 o pequeno acorda para almoçar. Geralmente dou o almoço para ele separado dos demais porque se ele se distrai não come direito. Quando os outros chegam da escola, por volta das 13h30 é hora do almoço. Quando eu era secretaria tinha 1h e 15 minutos de horário de almoço. Sentava na mesa do restaurante e era servida por um garçom. Me sobraram agora os 15 minutos. E posso afirmar com segurança que não o faço sentadinha na mesa em tempo integral. Levanto porque o mais velho “quer mais carne”, minha filha “não encontra o refrigerante” e ainda divido o prato com o caçula que pega a colher e faz a festa no meu prato. No restante da minha hora de almoço não saio para ver vitrines, passear no parque ou qualquer coisa do gênero. Vou lavar a louça. E nunca tive que lavar a louça nos restaurantes.

A tarde, um pouco mais tranqüila, limpo a cozinha e quando faz calor saio de bicicleta com o Renzo e vamos a um parque nos divertir um pouco. Como agora é frio brinco com ele, assisto TV – meus programas preferidos são Cailou, Elefante Babar, Jim o astronauta e outros - e ajudo os mais velhos na lição de casa – quando entendo, é claro! Afinal, mãe não sabe tudo e muitas coisas que eles aprendem agora eu nunca vi e outras – que vergonha – esqueci. As 17h, depois do banho e da soneca do bebe, passo roupa e preparo o café da tarde. Lavo louça. Quando o maridão chega em casa as 19h30, geralmente a janta está pronta. Dou janta para o pequeno e depois jantamos todos juntos. Levanto da mesa umas 3x em media. Normal! Já faz parte da minha rotina. Lavo a louça e ai sim sento para assistir um pouco de TV. Claro que não presto atenção ao programa porque o caçula quer brincar. As 21h depois de dar mamadeira e faze-lo dormir, vou enfim, tomar meu banho. Ah... olhar se as crianças levaram o lixo para fora.

As vezes a rotina muda um pouco e vou ao mercado, a padaria, a farmácia, ao açougue buscar algo que falta.

Claro que apesar de tudo isso tenho muitas vantagens. Não pego transito, não fico no frio, não tenho cobranças de chefe. Ganho beijinhos, cheiros, risadas e piscadas durante todo o dia. Posso compartilhar a vida dos meus filhos que me contam sem pressa como foi seu dia na escola. Fui a primeira a ver o Renzo engatinhar, andar e fazer tantas gracinhas que eu não teria compartilhado se trabalhasse em tempo integral. E quando o meu marido chega em casa, eu o recebo com beijos e um carinho todo especial.

Sim! Eu fico em casa todos os dias. Mas folga? Eu realmente não sei quando foi a última vez que tirei um dia de folga.


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...