Sei que algumas pessoas nao sao de acordo, mas ja faz dias que quero expor meu pensamento quanto a este assunto tao polemico.
Acho que uma palmadinha - de vez em quando - é mais do que necessaria. E, infelizmente, algumas vezes é necessario algo um pouco mais severo tambem. E isso nao vai te transformar em um bandido, em um frustrado, ou um agressor. Muito pelo contrario, a falta de limites vai.
Me lembro do Guilherme, aos 3 anos de idade, fazer birra em plena estaçao Tatuapé do metro simplesmente porque queria algo que nao estava ao seu alcance naquele momento. Eu pedi educadamente para ele parar com aquilo. Ai ele começou a gritar. Novamente - e educadamente - eu pedi para ele parar. Foi quando ele começou a sapatear. Dessa vez, um pouco mais energica, pedi para ele parar. Ele nao so nao parou como se jogou no chao e começou a se espernear. Nessa hora nao tive duvidas. Ele que nunca tinha levado nem uma palmada sequer, naquele exato momento levou a primeira - das unicas 3 - surras da vida dele.
Algumas pessoas me olharam com a maior cara de desaprovaçao. E foram as mesmas que ja estavam olhando em desaprovaçao enquanto o pequeno fazia a sua grande malcriaçao. Eu nao me preocupei com elas. Me preocupei com ele.
O resultado disso é que ele NUNCA MAIS em toda a vida dele fez uma coisa parecida. Nunca mais se jogou no chao, nunca mais fez escandalo. Sempre pude entrar em todo e qualquer estabelecimento comercial com ele sem ele fazer aue. Até loja de brinquedo a gente ia juntos e ele NUNCA espernou, gritou ou berrou. Sempre perguntava se podia pegar algo na mao para olhar e quando eu dizia que nao tinha dinheiro para comprar aquele ele respondia: - quando voce tiver voce compra? e devolvia o brinquedo para a prateleira.
A outra surra dele ele ja era grande - entrando na adolescencia e achando que tinha virado homem, me respondeu, pela primeira vez usando um palavreado nadissimo adequado de um filho a uma mae. Fui rapida e eficiente. Nunca mais ouvi dele nada parecido. Depois fiquei sabendo que um dos amigos dele gritava e xingava a mae daquela maneira. Acho que ele quis me testar para ver se podia fazer o mesmo. Se deu mal! Ou nao, afinal, respeitando os de dentro de casa com certeza respeitarà os de fora tambem.
E a terceira, foi em conjunto com a Luana. Ambos estavam se batendo no quarto, se chutando, se socando, se mordendo.. Eu entrei com a cinta e dei cintadas em cada um. Quando terminei disse: - eu nao bato em voces porque nao gosto disso. Mas ja que voces podem bater um no outro, me da o direito tambem de fazer o mesmo quando eu quiser. E, de agora em diante, todas as vezes que voces tiverem uma briga desse tipo - ou até mesmo aquelas brincadeiras de mao que sempre acabam em encrenca - eu vou intervir do mesmo jeito.
A Luana, alem dessa, teve uma aos anos tambem. Cheguei em casa e as paredes todas desenhadas de giz de cera. Uma verdadeira obra de arte. Devo confessar que estava linda, mas parede é parede. E, sem duvidas que tinha sido elas ja que o Gui ja tinha 8 anos e um traçado bem diferente. Chamei ela no quarto e perguntei: - Lu, quem pintou a parede? Ela foi rapida em dizer: - Foi o Gui. Nessa hora, dei um tapa na sua bunda e perguntei de novo. E ela de novo respondeu que foi o Gui. Outro tapa. E foi assim durante muito tempo. Até que uma hora, ja chorando, ela respondeu: fui eu.
Ai eu simplesmente peguei ela no colo, e disse: - agora voce nao apanha mais. Voce nunca vai apanhar se fizer coisas erradas. Vamos conversar e eu vou tentar te explicar a melhor forma de fazer o certo. Mas todas as vezes que voce colocar a culpa em alguem, ai sim, eu nao vou perdoar.
No dia seguinte cheguei com um quadro branco enorme que colocamos na parede do quarto deles cheio de canetoes coloridos e eu disse que ali era o cantinho dela que ela poderia fazer os desenhos que quisesse. E todos os dias quando eu chegava do trabalho iamos juntas olhar os rabiscos.
Nao me arrependo de nenhuma dessas vezes, nem das outras que eles precisaram levar um tapa na bunda. Eles nao sao crianças frustradas nem agressivas por causa disso. Nao sao do tipo que acham que a violencia resolve tudo. Nao sao candidatos a se transformarem em serial killers. Sao crianças - e adolescentes - normais, com sua dose de irreverencia, com uma pitada de malcriaçao aceitavel, com vontade propria, com gostos proprios e com liberdade para dizerem o que pensam - mesmo que muitas vezes eu nao concorde com eles. Sao crianças normais que sabem o significado da palavra RESPEITO, por eles proprios e pelos outros.
Muitas vezes eu ia a shoppings, lojas e passeios com as crianças e viamos outras crianças fazendo birras e malcriaçoes. Uma vez até presenciamos o menino de uns 3 anos batendo na cara da mae. O Guilherme sempre olhava aquilo com ar de reprovaçao, até mesmo nas lojas de brinquedo e dizia: - que feio criança mal educada, né mae?
Quero deixar claro que sou contra espancamento, surras desmedidas e até mesmo contra aquelas maes que por qualquer coisa vao la e dao um tapa nos filhos, mesmo que seja leve, sou contra a pessoa que bate no filho a todo e qualquer momento, mesmo que nao seja surra, mas um tapa na cabeça, no braço, besliscoes o tempo todo... Isso sim, é abuso.
Acho que a palmada é a ultima opçao e deve ser vista como algo realmente reprovavel. Aquilo que a criança sempre tera um certo receio. Aqui em casa pelo menos foi assim pois sou totalmente a favor de uma boa conversa, que muitas vezes da otimos resultados. Mas as vezes nao é assim. E dependendo da situaçao, sinto muito, mas so a conversa nao resolve.
O mundo està do jeito que està por falta de correçao, de educaçao, de orientaçao e por falta tambem de umas boas palmadas. Meu pai contava que nunca falou alto com a minha avò. Quando meu avo olhava para ele, ele ja sabia que tinha errado e ficava de cabeça baixa. Nunca desrespeitou nenhum ser humano - principalmente mais velho. E meu pai nao era uma pessoa frustrada.
Até mesmo minha mae que apanhou horrores da minha avò, hoje é uma pessoa respeitavel, honrada, honesta.
Até mesmo minha mae que apanhou horrores da minha avò, hoje é uma pessoa respeitavel, honrada, honesta.
Tem criança batendo em professor em sala de aula e - pasmem - com o apoio dos pais!!!!!
Agora é hora dos pais perderem o respeito tambem.
Que nao seja tarde para mudar os filhos de hoje para a construçao dos de amanha.
Hoje vemos isso. Logo logo veremos filhos batendo em pais







